Spelunky 2

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Enquanto grandes fãs do primeiro Spelunky, jogo onde gastámos incontáveis horas, temos o prazer – e o alívio – de reportar que Spelunk 2 é soberbo. É uma sequela que expande tudo o que fez do primeiro jogo um título obrigatório, introduzindo também uma série de ideias novas, que culminam numa obra-mestra de design de mapas e mecânicas de jogo deste tipo. O resultado é um jogo cheio de segredos, ação, esperança, e desespero, mas que nunca nos motivou a não regressar, mesmo depois de incontáveis mortes.

A morte faz parte do ciclo de jogabilidade de Spelunky 2, até porque estamos a falar de um jogo que é brutalmente difícil. Mas o segredo é que, embora por vezes possa parecer cruel, nunca é injusto, já que a esmagadora maioria das nossas mortes deveram-se a erro humano, fosse por culpa de timing, desatenção, ou confiança excessiva. Isso é determinante para que o jogador continue a tentar, para que continue motivado a melhorar.

Como o primeiro, Spelunky 2 utiliza uma série de mecânicas estilo roguelike, como morte permanente e níveis gerados de forma automática, o que significa que tem de começar de novo com níveis diferentes quando morre. Parte do segredo de Spelunly está na qualidade do gerador de níveis, que nunca é tão aleatório ao ponto de não fazer sentido. Existem sempre elementos que têm de ser coerentes, e o resultado é um design equilibrado – com algumas secções particularmente desafiantes, onde um erro é a ‘morte do artista’.

O que mais nos surpreendeu em Spelunky 2 foi a história, que é realmente encantadora. Desta vez irá assumir o papel de Ana, que é a filha do Spelunky Guy do primeiro jogo. A missão de Ana? Ir até à lua procurar os pais. É precisamente na lua que irá encontrar um novo sistema misterioso de caves, dando início à aventura. Embora Ana seja a personagem central, existem outras para desbloquear ao longo do jogo.

Entre as novidades estão novos tipos de inimigos, que adoramos odiar, porque o seu design é genial, criando situações de jogo inesperadas com as quais o jogador tem de se preocupar. Os Horned Lizards, por exemplo, enrolam-se numa bola e atiram-se ao jogador, o que pode ser letal se estiver num espaço de pequenas dimensões. Já os Cave Moles preferem escavar um buraco no chão, de onde saem de forma intermitente.

Estes e vários outros tipos de inimigos, implicam que os quatro níveis iniciais são particularmente complicados – o boss no fim é apenas a cereja no topo de um bolo muito azedo. Existem, felizmente, algumas outras mecânicas que oferecem algum alívio ao jogador, como os perus, que podem ser usados como montadas, entregues a outras personagens em níveis, ou até cozinhados para garantirem saúde ao jogador. Como no anterior também pode tentar salvar o cão, para receber saúde extra na mudança de nível.

Existem várias montadas que oferecem diferentes habilidades e opções de navegação pelos níveis, mas também acartam os seus próprios riscos, e isso acontece com quase tudo no jogo. Cada mapa tem salas secretas que pode tentar encontrar, com boas recompensas, mas normalmente terá de lidar com armadilhas e situações perigosas para ser recompensado. Spelunky 2 é também um jogo que incentiva à experimentação, já que muitos itens e combinações podem incluir utilizações escondidas ou inesperadas. Nós gostamos desta experimentação, mas pensamos que o jogo podia ser um pouco mais óbvio ou explicativo em algumas situações. Já é difícil por natureza, não precisava de ser também tão obtuso com certos itens ou ações.

Depois da área inicial poderá escolher para onde ir a seguir, nomeadamente uma selva ou uma área estilo vulcão, cada uma com os seus desafios específicos e obstáculos. Existe sempre um perigo novo, armadilhas inesperadas, e inimigos desconhecidos para encontrar, e isso obriga o jogador a estar sempre atento. É quando pensa que já viu tudo o que há para ver que corre o maior risco de perder tudo.

A campanha a solo de Spelunk 2 é soberba, e só isso já seria suficiente na nossa opinião, mas há mais. O jogo também inclui multijogador online e local, com opção para jogabilidade cooperativa até quatro jogadores, e também um lado mais competitivo em que se defrontam. Tudo funciona bastante bem, ainda que seja ideal uma boa ligação, já que o mínimo lag num jogo onde timing e precisão são tão importantes, pode ser catastrófico.

Spelunky 2 introduz novidades suficientes para que o estilo familiar do jogo seja novamente entusiasmante, retendo todo o encanto e genialidade do original. Existem tantas coisas fantásticas e inesperadas para descobrir, que não nos atrevemos a revelar praticamente nada, porque metade do encanto passa por experienciar Spelunky 2 sem grande conhecimento do que está no jogo. Alguns elementos beneficiariam de maior ou melhor explicação, mas essa é a única queixa real que temos do jogo, que é na nossa opinião um dos melhores do ano.

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moKoKil

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