Ride 4

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Já se passaram dois anos desde o lançamento de Ride 3, um jogo razoável para amantes de motociclismo. Isto criou alguma expetativa para ver de que forma a Milestone tinha melhorado o quarto jogo, que infelizmente saíram defraudadas – pelo menos na nossa opinião. Uma das principais novidades são novas condições climatéricas, e o jogo até faz um grande alarido disso nos menus, mas a verdade é que não ficámos impressionados. Não só tem efeitos básicos de clima, como o grafismo em geral parece um pouco datado, e pior que isso, a apresentação como um tudo cadece de inspiração.

O maior problema, contudo, é o facto de Ride 4 ser um jogo frustrante, e a principal culpa é da inteligência artificial. Não parece tudo uma IA concentrada em pilotar e ganhar corridas, mas mais em bater no jogador, derrubando-o repetidamente como se fossem uns idiotas. E fazem isso entre si, também. Essa é a sensação que dá, embora não seja realmente verdade. O mais provável é que a Milestone tenha programado linhas para a inteligência artificial seguir, e se o jogador de alguma forma atrapalhar essa linha, será abalroado. É um processo realmente frustrante, que nos levou a desistir de algumas corridas porque simplesmente não conseguíamos fazer a primeira curva sem sermos derrubados.

Este não é o único motivo pelo qual Ride 4 é um jogo frustrante. O modo carreira, por exemplo, arranca com um teste para a licença regional, que basicamente se resume a percorrer um percurso dentro de um certo tempo e de forma perfeita. Sim, perfeita, porque basta sair da pista uns milímetros para falharmos o teste. Isto obrigou-nos a repetir o teste em várias ocasiões, muitas vezes com um pequeno falhanço mínimo já próximo da conclusão da volta. E ao todo são seis os tempos que terá de cumprir, com tempos para Bronze, Prata, e Ouro.

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É um tremendo exagero, porque isto obrigou-nos a decorarmos e a aperfeiçoarmos cada curva de cada pista, de forma perfeita. Não se admite algo tão difícil para uma simples introdução ao jogo.

Se persistir, contudo, eventualmente irá adquirir a sua licença, permitindo-lhe competir numa série de provas regionais. Se continuar a evoluir, terá a oportunidade de competir na Liga Mundial, onde irá encontrar as provas mais desafiantes. É um modo carreira básico, que leva o jogador de corrida em corrida, mas sem muito mais para oferecer ao jogador. Parece-nos incrivelmente desinspirado, sobretudo considerando que a equipa podia ter sido mais criativa pelo facto de não estar presa a licenças oficiais.

Mas se há algo que é preciso elogiar em Ride 4, é a quantidade de conteúdo, composta por várias motas e pistas. Existem sete pistas nas Américas, 16 na Europa, e sete na Ásia, o que se contarmos com as variantes, forma um total de 60 pistas. Considerando que a jogabilidade é bastante boa, graças a um excelente sistema de física, tem conteúdo que chegue para pelos menos se divertir em modo contra-relógio, sem os ‘abelhudos’ da inteligência artificial a atrapalhar.

Uma das novidades em termos de modos é o modo de resistência, onde não basta conduzir depressa. Tem também de planear a melhor estratégia para gerir combustível e pneus, e pode conduzir entre um mínimo de 20 minutos e um máximo de 24 horas reais. De resto, existe o modo online, que embora não ofereça nada de novo, pode ser divertido. Embora extremamente frustrante a jogar contra a inteligência artificial, e algo básico a nível gráfico, ainda existem coisas boas em Ride 4, sobretudo para jogar online e em modo contra-relógio. Pode ser uma proposta interessante nessa perspetiva, sobretudo em promoção ou desconto.

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