Ghost of Tsushima: Director’s Cut

Ghost of Tsushima, lançado originalmente na PS4, foi um dos melhores jogos de 2020. Entretanto recebeu uma atualização que melhorou o seu desempenho na PlayStation 5, mas agora teve finalmente direito a um relançamento oficial na nova consola, e não só. Com esta edição Director’s Cut a Sucker Punch acrescentou novas funções e ainda a expansão Iki Island. Esta análise será sobretudo dedicada ao novo conteúdo e a à versão PS5, mas antes disso, permita-nos explicar as várias opções de compra.

Se ainda não tem Ghost of Tsushima, pode comprar a edição Director’s Cut por € 69,99 na PS4, ou € 79,99 na PS5. Se já tiver o original na PS4, pode comprar a atualização para a edição Director’s Cut (encarre isso como comprar uma expansão) por € 19,99, também na PS4. Se quiser passar para a PS5, pode fazer o upgrade direto do original PS4 por € 29,99, ou passar da edição Director’s Cut PS4 para a edição PS5 por € 9,99. Sim, nós sabemos que é confuso.

Seja como for, o grande atrativo desta nova edição é precisamente a Ilha Iki. Trata-se de uma nova área na costa sudeste de Tsushima, que leva Jin de volta ao local onde o seu pai foi morto. A história envolve novamente os mongóis, que invadiram a ilha e capturaram os seus residentes, alimentando-os com um veneno vicioso que confunde as suas mentes. Cabe então a Jin a tarefa de partir numa expedição a Iki, de forma a libertar essa ilha das garras mongóis.

O enredo em si pode ser completado rapidamente, em cerca de quatro a cinco horas, mas como acontece com o jogo base, Iki tem muito mais para oferecer além da campanha de história. A ilha tem sensivelmente um terço do tamanho do mapa principal de Ghost of Tsushima, e inclui muitos novos locais para explorar, missões secundárias para completar, e até mesmo novos contos de lendas que garantem acesso a um poderoso novo conjunto de armadura.

A aventura em Iki também irá colocá-lo frente-a-frente com novos inimigos (xamãs mongóis que fortalecem as tropas próximas com cânticos guturais), e novos recursos específicos para cavalos, como alforjes para armazenar o excesso de munição, e a capacidade para carregar através de inimigos a grande velocidade. Quanto a novas habilidades, existem apenas umas quatro ou cinco novas, o que não é suficiente para criar novos estilos de jogabilidade. Tínhamos esperança que houvesse mais um pouco para explorar neste campo.

Tudo somado, a Ilha Iki irá estender a sua aventura em Ghost of Tsushima por volta de sete ou oito horas, talvez um pouco mais se quiser mesmo fazer tudo, o que nos parece bom valor para uma expansão.

O outro atrativo desta edição, como referimos no início do texto, é o facto de marcar o lançamento de origem do jogo na PS5. Entre os tempos de carregamento extremamente rápidos otimizados para o novo SSD, a elevação para 60 frames por segundo (que já era possível com a versão PS4), o grafismo melhorado, o áudio 3D, e o suporte para o Dual Sense, existem muitas novidades.

Aliás, considerando que o jogo base já corria a 60 frames por segundo na PS5, e já apresentava loadings rápidos, o suporte para o Dual Sense acabou por ser a novidade que mais nos surpreendeu. Ações como galopar a alta velocidade, bater espadas, puxar a corda do arco, e trepar, está tudo agora representado no feedback háptico e nos gatilhos adaptáveis do comando, o que melhora realmente a experiência de jogo.

Resumindo, Ghost of Tsushima: Director’s Cut pega num jogo que já era fantástico, e torna-o ainda mais impressionante na PlayStation 5. Os jogadores PS4 terão naturalmente o incentivo da nova expansão, que será certamente bem recebida por fãs do original, mas se conseguir jogar na PlayStation 5, vale bem a pena a transição. Nota ainda para o facto de ser possível transportar o save da versão PS4 para a versão PS5, num processo relativamente simples. Agora o que vimos o que a Sucker Punch fez com esta edição Director’s Cut, estamos ansiosos para ver o que o estúdio irá fazer com um jogo criado de raiz para a PlayStation 5.

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