Vacinação agora é coisa de criança. Inspirando-se na estética da série de videogame intitulada Minecraft, a Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, anunciou, de forma bem-humorada, que o público infantil começará a ser vacinado na próxima quinta-feira (20/1).
Em comunicado oficial nesta quinta-feira (13/1), a gestão municipal disse que a aplicação da vacina da Pfizer contra COVID-19 destinada ao público infantil se estenderá até 8 de fevereiro, quando crianças de cinco anos receberão a primeira dose. Inicialmente serão atendidas aquelas que têm 11 anos. O calendário completo está disponível no site da prefeitura.
Conforme destacou o Executivo, o intervalo entre a primeira e segunda doses será de oito semanas. A partir das 8h desta sexta-feira (14/1) estará disponível no site da prefeitura a ficha para o pré-cadastro para a vacinação das crianças. Os postos de atendimento para imunização ainda não foram informados.
“Seguindo recomendações dos órgãos competentes, as crianças que forem se vacinar contra a COVID-19 não podem ter recebido outra vacina nos últimos 15 dias e não deverão receber outro imunizante nos 15 dias posteriores ao recebimento da primeira dose da vacina Pfizer infantil contra o coronavírus”, ressaltou a prefeitura.
Vacinação de crianças a partir de sábado em Minas
“Amanhã (sexta-feira), às 8h15 da manhã, está prevista a chegada da nossa primeira remessa com 110 mil doses da vacina da Pfizer infantil. Amanhã à tarde já começa a distribuição na Região Metropolitana, Belo Horizonte já recebe na própria sexta-feira as vacinas infantis e até sábado, ou seja, em 24 horas, todo o estado já vai ter recebido essas vacinas infantis”, afirmou o secretário, durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (13/1).
Queda de braço entre Anvisa e Governo
Entidades médicas – como as sociedades brasileiras de Pediatria (SBP), Imunizações (SBIm) e de Infectologia (SBI) – também foram favoráveis à inclusão da imunização desse público-alvo no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
O resultado do levantamento apontou que a maioria dos participantes são contrários à obrigatoriedade da vacina e defendem que a opção seja facultada aos pais ou responsáveis. Por outro lado, a maior parte também se posicionou contrária à exigência de prescrição médica, ponto amplamente defendido pelo governo federal.
O documento, no entanto, despertou questionamentos por parte da população e da própria área da saúde. No texto não havia opções para se posicionar a favor da imunização infantil.
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