Atualização (15/09/2022) – GS
A venda da Activision Blizzard para a Microsoft está ficando cada vez mais caótica. Embora muitos órgãos regulamentais ao redor do mundo já estejam liberando o negócio, o Reino Unido continua inflexível e estabelecendo imposições e novas investigações para impedir um possível monopólio.
Em resposta ao endurecimento dos órgãos regulamentais do Reino Unido, a Sony aplaudiu a atitude e se pronunciou sobre a importância de impedir que o negócio aconteça.
Ao dar o controle de jogos da Activision, tais como Call of Duty, para a Microsoft esse negócio traria grandes malefícios para os jogadores e a indústria dos videogames.
Queremos garantir que os jogadores de PlayStation continuem tendo a experiência de jogos da mais alta qualidade e aprecisamos o foco do CMA em proteger os jogadores.
Seguindo a declaração da Sony, a Microsoft também se pronunciou sobre o assunto e diz que não faz sentido tirar Call of Duty da liderança de mercado.
Faz zero sentido em termos de negócio para a Microsoft remover o Call of Duty do PlayStation, considerando que ele é líder de mercado nos consoles.
Vale lembrar que a Microsoft disse que pretende manter a franquia no PlayStation por “vários anos”, mas isso não significa que isso será feito de forma vitalícia, o que indica que, cedo ou tarde, Call of Duty pode ser tornar um exclusivo do Xbox. Além disso, embora a Microsoft tenha declarado que não criaria exclusividade nos jogos da Bethesda antes de comprar a empresa, isso acabou não se cumprindo e Starfield já é o primeiro jogo a ser chamado de exclusivo do Xbox e PC.
Será que a Sony vai conseguir impedir a venda da Activision Blizzard?
Texto original – 15/09/2022
A Microsoft precisará esperar um pouco mais para finalizar a aquisição da Activision Blizzard, já que os órgãos reguladores da Europa e o Reino Unido expandiram suas investigações sobre o negócio, o maior da indústria de tecnologia até hoje.
No início do mês, a Autoridade de Competição e Mercados (CMA na sigla original) mostrou-se preocupada com a aquisição, temendo que o negócio de US$ 68,7 bilhões (~R$ 371 bilhões) reduziria a competição no Reino Unido.
No Reino Unido, a Autoridade de Competição e Mercados acredita que a compra da Activision Blizzard pela Microsoft enfraqueceria sua maior rival, o PlayStation, ao tomar o controle da franquia Call of Duty.
Segundo o Financial Times, o órgão ampliará suas investigações nesta semana após a Microsoft não revelar soluções para evitar o suposto enfraquecimento da concorrência.
Na fase dois, a Autoridade de Competição e Mercados organizará uma comissão independente para escrutinizar o negócio e avaliar se ele não prejudicaria a indústria de jogos.
A lei de competição tem como objetivo manter a competitividade do mercado, fiscalizando condutas consideradas prejudiciais pelas companhias. Em aquisições e fusões, os reguladores podem proibir acordos que considerem uma ameaça para a competição ou sugerir medidas para trazer mais diversidade ao negócio.
O jornal também revela que é esperado que a Europa faça uma longa investigação assim que a Microsoft entregar os documentos do caso em Bruxelas. Uma fonte diz que o caso é complexo por ser um grande negócio e necessita de um estudo maior.
Anteriormente, a Arábia Saudita foi o primeiro país a reconhecer a aquisição da Activision Blizzard.
Caso o negócio seja aprovado, a Microsoft passaria a ser detentora de franquias como Call of Duty, Warcraft, Diablo, Overwatch, Tony Hawk, StarCraft e Candy Crush. Além disso, os títulos da companhia seriam lançados no Xbox Game Pass.
As we extend the joy and community of gaming to everyone, we are incredibly excited to welcome the fantastic teams and iconic franchises of Activision Blizzard to Team Xbox https://t.co/DVrgYS8ssB
— Phil Spencer (@XboxP3) January 18, 2022
Ela também contaria com os estúdios Activision Publishing, Blizzard Entertainment, Beenox, Demonware, Digital Legends, High Moon Studios, Infinity Ward, King, Major League Gaming, Radical Entertainment, Raven Software, Sledgehammer Games, Toys for Bob e Treyarch.
Outro ponto interessante é que a Microsoft também se tornaria dona da Major League Gaming, uma das maiores organizações profissionais de esportes eletrônicos do mundo com quase 10.000 funcionários.
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